Food Security II
  -African Hunger

A Parceria para a Redução da Fome em Africa

....é uma iniciativa independente levada a cabo por organizações humanitárias internacionais e por instituições públicas e privadas dos Estados Unidos da América e de África. O objectivo da parceria é o de formular uma visão, estratégia, e plano de acção que visa renovar e fortalecer o esforço desenvolvido pelos Estados Unidos da América no apoio aos parceiros Africanos na redução significativa da fome até 2015.

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Para mais informação, visite o site da Parceria (www.africanhunger.org) ou escreva para:

Executive Office
1325 G Street, NW Suite 400
Washington, DC 20005
(V) 202-219-0489
(F) 202-219-0507
e-mail: sschram@afr-sd.org

June 1, 2001

A Parceria para a Redução da Fome em África tem por objectivo desenvolver um novo consenso sobre uma estratégia de longo prazo concernente aos esforços dos EUA no apoio à redução da fome em África e no estabelecimento de uma parceria contínua para a implementação do programa daí resultante.

Contexto

A crise alimentar e de fome massiva em África é o problema de mais dificil resolução a nível mundial, no âmbito do desenvolvimento económico. Em 2000, cerca de 200 milhões de Africanos, um terço da população, dorme com fome e cerca de 31 milhões de crianças Africanas com menos de cinco anos de idade sofrem de malnutrição. Estes problemas, são exacerbados pela epidemia do SIDA que actualmente assola seriamente o continente. Os custos económicos e humanos são enormes.

Fortalecer a agricultura em África é fundamental para atacar as principais causas da fome. Ao propocionar às famílias rurais (dois terços da população do continente) oportunidades para produzir mais para o seu próprio consumo, ou obterem rendimentos para adquirir mais alimentos e outros bens de consumo básicos, os países podem lançar as bases para o combate à fome de uma forma sustentável. Investimentos na agricultura que favoreçam as camadas mais vulneráveis são essenciais para estimular novas oportunidades de geração de rendimentos e crescimento não só na produção agrícola, mas também em outras actividades rurais e urbanas, particularmente as micro-empresas.

Estes investimentos, estimulam também o crescimento económico necessário para financiar melhorias na saúde materno-infantil e na educação nutricional, que são essenciais para reduzir a malnutrição O crescimento da produtividade agrícola reduz também a pressão populacional sobre as florestas e ecosistemas frágeis, ajudando desse modo a proteger o meio ambiente.

Nos Estados Unidos da América, fundos públicos destinados à assistência do sector agrícola em África diminuiram drásticamente na última década. O povo Americano responde generosamente a apelos de instituições de caridade para a ajuda de emergência e necessidades alimentares de curto prazo. No entanto, apesar de ser extremamente importante, esta assistência de emergência de curto prazo não é suficiente para criar um sector agrícola e alimentar capaz de dinamizar um crescimento económico mais abrangente, permititindo que o continente Africano se alimente a si próprio numa base sustentável.

Nos Estados Unidos de América, esforços estão sendo feitos para reverter o decréscimo de fundos destinados à agricultura em África. No Fórum Mundial de Alimentação realizado em 1996, 186 nações, incluindo todos os países Africanos e os Estados Unidos de América, subscreveram os esforços definidos com vista à redução, em metade, da fome no mundo até 2015. A Iniciativa Americana para a Segurança Alimentar em África (1998-2000) e a legislação "África: Sementes de Esperança" (1998) convergem na necessidade de desenvolver a agricultura Africana, como estratégia principal na redução da fome.

Apesar da redução dos fundos, a Agência dos Estados Unidos da América para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e outras agências governamentais dos EUA, fundações, universidades, organizações não-governamentais (NGOs) e empresas do sector privado, encontram-se actualmente a implementar muitos programas inovativos, essencialmente direccionados ao alívio da fome e pobreza em África.

Apesar de extremamente importantes, estas acções não são suficientes para travar o aumento da fome e da pobreza em muitos países Africanos. Os Estados Unidos da América, não só não atribuem recursos suficientes, como também não aproveitam em pleno as vantagens, talentos, experiência e capacidades disponíveis para atacar este problema. Assim, torna-se necessária uma visão comum entre os EUA e África que articule a importância estratégica (tanto para os Estados Unidos da América como para África) da redução da fome em África, com recursos adequados e um mecanismo que possa efectivamente materializar esta visão.

Como Funciona a Parceria para a Redução da Fome em África?

Desenvolvendo e obtendo consenso para uma nova estratégia, a Parceria pretende:

  • Aumentar e melhorar o entendimento entre os líderes públicos e privados, bem como cidadãos em geral dos EUA, de que a redução da fome em África é uma prioridade estratégica importante para os Estados Unidos;
  • Demonstrar como o desenvolvimento agrícola em África, contribui e depende ao mesmo tempo e de forma significativa de esforços complementares para promover o desenvolvimento económico global, melhorar as perspectivas de sobrevivência das crianças, salvaguardar os recursos ambientais, conceder oportunidades educacionais e cuidados de saúde, lidar com o problema do SIDA, e promover a paz; e
  • Consolidar uma parceria entre Americanos e Africanos que ajude a melhorar os programas de modo que a agricultura em África seja fortalecida e o combate à fome melhorado. Estes programas, serão iniciados e implementados em parceria com os Africanos pela USAID e outras agências governamentais Americanas, organizações internacionais, sector privado, ONGs, fundações e universidades.

A Parceria para a Redução da Fome em África, irá basear-se em esforços realizados no passado e procurará tirar vantagens de novos desenvolvimentos, com vista à expansão da resposta dos Estados Unidos da América ao problema da fome. Estes novos desenvolvimentos incluem avanços de tecnologia (especialmente tecnologia de informação e biotecnologia), potencial para o aumento do comércio, mercados financeiros globais, e a democratização em países Africanos. Há também um reconhecimento cada vez maior, de que torna-se necessário concentrar a atenção no desenvolvimento sustentável de longo prazo da agricultura e dos sistemas alimentares em África, em vez de apenas dar resposta a crises de emergência e de curta duração.

 

Comité Executivo

M. Peter McPherson, Co-chair

Presidente, Michigan State University

Alpha Oumar Konaré, Co-chair

Presidente, Republica do Mali

Senador Robert Dole, Co-chair

Conselheiro Especial, Verner, Liipfert, Bernhard,

McPherson and Hand

Lee Hamilton, Co-chair

Diretor, The Woodrow Wilson International

Center for Scholars

David Beckmann

Presidente, Bread for the World

Mary Chambliss

Administrador Adjunto, Export Credits

Foreign Agricultural Service, USDA

Imani Countess

Outreach Co-ordinator

Shared Interest

William B. DeLauder

Presidente, Delaware State University

Stephen Hayes

Presidente, Corporate Council on Africa

Joseph Kennedy

Co-Fundador, Africare

George Rupp

Presidente, Columbia University

Emmy Simmons

Diretor, Economic Growth and Agricultural

Development, Bureau for Global Programs, US

Agency for International Development

Embaixadora Edith Ssempala

Embaixada do Uganda

Bob Stallman

Presidente, American Farm Bureau Federation

 

Comité Consultivo

Earl Kellogg (Chair) -- University of Illinois at Urbana-Champaign

Emmanuel Acquah -- University of Maryland Eastern Shore

Per Pinstrup-Andersen -- International Food Policy Research

Robert Berg -- International Developmenth Conference

Lucas Brader -- International Institute of Tropical Agriculture

C. Gaye Burpee -- Catholic Relief Services

Cheryl Christensen -- Economic Research Service, USDA

Steven J. Daugherty -- Pioneer Hi-Bred International, Inc.

Dana de Kanter -- The Small Enterprise and Education Promotion (SEEP) Network

Michael Deegan -- ACDI/VOCA

Montague W. Demment -- University of California Davis

Josué Dioné -- African Development Bank

Richard Goodyear -- Save the Children

Paul Green -- North American Millers Association

John Hardmann -- Carter Center

Robert Herdt -- Rockefeller Foundation

Hiram Larew -- Cooperative State Research, Education and Extension Service, USDA

Cheryl Morden -- International Center for Research on Women

Mortimer H. Neufville -- NASULGC

Don Reeves -- American Friends Service Committee

Susanne Riveles -- Lutheran World Relief

Leonard H. Robinson, Jr. -- The National Summit on Africa

Beatrice L. Rogers -- Tufts University

David Sammons -- Purdue University

G. Edward Schuh -- University of Minnesota

Eugene Terry -- World Bank

Robert Thompson -- World Bank

Moctar Touré -- SPAAR Secretariat, World Bank

Van Yeutter -- Cargill, Incorporated

 

Principais Participantes Africanos Consultados, a nível Regional e Nacional:

Josué Dioné -- African Development Bank

Baba Dioum -- Conference of West and Central African Ministers of Agriculture

Yamar Mbodj -- Food Security Coordinator, CILSS

Isaac Minde -- Coordinator, ASARECA/ECAPAPA

Fred Opio -- Coordinator, 2020 Vision East Africa Network

Akin Adesina -- Rockefeller Foundation, Harare Office

Mandivamba Rukuni -- Kellogg Foundation, South Africa Office

 

Econtros de Consultas em Países Africanos

A Parceria realizará encontros de consulta em cinco países Africanos: Gana, Mali, Moçambique, Nigéria e Uganda.

O co-chair da Parceria, Sua Excelência Alpha Oumar Konaré, Presidente do Mali, convidou mais quatro presidentes Africanos para liderar as discussões:

Presidente John Agyekum Kufuor, Gana

Presidente Joaquim Alberto Chissano, Moçambique

Presidente Olusegun Abasanjo, Nigéria

Presidente Yoweri Kaguta Museveni, Uganda